Indicadores de marketing: os números que todo gestor deveria acompanhar
Curtida não paga conta. Veja quais indicadores mostram, de verdade, se o marketing está trazendo venda, e com que frequência olhar cada um.
Ler artigo →O Google Analytics 4 registra muita coisa sozinho, mas os eventos que mostram resultado precisam ser configurados. Veja quais priorizar.
Você abre o Google Analytics 4 e encontra usuários, sessões, páginas vistas, tempo de engajamento. Tudo parece importante, e nada responde à pergunta que interessa: o site está trazendo cliente?
O motivo é simples. O GA4 mede muita coisa sozinho, mas as ações que mostram resultado de negócio, como um formulário enviado ou um clique no WhatsApp, quase sempre precisam ser configuradas. Sem isso, o relatório mostra tráfego e esconde o resultado.
No GA4, tudo é evento. Cada página vista, cada rolagem, cada clique é registrado como um evento com parâmetros. A central de ajuda do Google Analytics divide os eventos em quatro tipos:
Os eventos que realmente importam para o negócio estão quase sempre nos dois últimos grupos.
Uma dica prática para o WhatsApp: muitos cliques no botão não viram mensagem, porque a pessoa abre o aplicativo e desiste. Por isso, compare o número de cliques registrados no GA4 com o número de conversas que de fato chegaram ao atendimento. A diferença mostra quanto da intenção se perde no caminho, e às vezes indica que a mensagem pré-preenchida precisa ser mais simples.
Para loja virtual, o Google recomenda uma sequência de eventos com nomes padronizados: view_item (visualização de produto), add_to_cart (adição ao carrinho), begin_checkout (início do checkout) e purchase (compra). O evento de compra deve levar o valor e a moeda, para que o relatório mostre receita e não apenas quantidade.
Usar os nomes recomendados tem vantagem prática: os relatórios de comércio eletrônico do GA4 já entendem esses eventos e passam a funcionar sem adaptação.
Depois de criar os eventos, você escolhe quais deles são eventos principais (o GA4 usava antes o nome "conversões"). A ajuda do Google Analytics informa um limite de 30 eventos principais em propriedades padrão. Na prática, você vai usar bem menos.
A regra é: marque como principal apenas o que representa contato ou venda. Se você marca "visualização da página de preços" como evento principal, os relatórios e as campanhas importadas para o Google Ads passam a tratar isso como resultado, e a leitura fica distorcida.
Imagine um escritório de contabilidade com 3.000 visitas mensais no site. Antes da configuração, o relatório mostrava só visitas e páginas. O dono achava que o blog era o principal canal, porque concentrava 60% das visitas.
Depois de configurar formulário, WhatsApp e telefone como eventos principais, o quadro mudou. Em um mês, o site gerou 45 contatos: 30 vieram de pessoas que chegaram pela pesquisa paga e passaram pela página de serviços, 10 de busca orgânica nas páginas de serviço e só 5 de leitores do blog. O blog continua útil para atrair público, mas quem gera contato são as páginas de serviço. O escritório passou a investir em melhorar essas páginas.
Um evento sozinho diz que algo aconteceu. Os parâmetros dizem onde e como. Um clique no WhatsApp com o parâmetro da página de origem mostra qual página de serviço gera mais conversas. Um formulário com o parâmetro do tipo de serviço mostra qual oferta atrai mais interesse.
Para que um parâmetro personalizado apareça nos relatórios, ele precisa ser registrado como dimensão personalizada no painel do GA4. É um passo rápido, mas muita gente esquece e depois não encontra a informação.
Com dois ou três parâmetros bem escolhidos, o mesmo evento responde perguntas bem mais úteis para o negócio.
Com os eventos certos, o GA4 deixa de ser um relatório de visitas e passa a mostrar quais canais e páginas trazem cliente. É a base para um dashboard que o dono entende e para campanhas que otimizam pelo que importa. Se quiser ajuda para organizar a medição do seu site, a RUT pode conversar com você.
Do blog

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