Indicadores de marketing: os números que todo gestor deveria acompanhar
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Ler artigo →O criativo é o que mais influencia o resultado de uma campanha. Um método simples de teste mostra o que funciona com o seu público.
Muita empresa gasta semanas ajustando público, orçamento e lance, e deixa o anúncio em si para a última hora. É um contrassenso. Nas campanhas de Meta e de vídeo, o criativo (imagem, vídeo e texto) faz boa parte do trabalho: é ele que faz a pessoa certa parar de rolar a tela.
A boa notícia é que dá para descobrir o que funciona com o seu público sem depender de sorte nem de inspiração. Basta testar com método.
As plataformas usam sinais de comportamento para decidir quem vê cada anúncio. Quando um criativo fala diretamente com um tipo de cliente, as pessoas desse perfil interagem mais, e o algoritmo passa a mostrar o anúncio para gente parecida. Na prática, o criativo funciona como uma segmentação.
O Google, em parceria com a Ipsos e com revisão da Nielsen e da Kantar, organizou princípios para anúncios de vídeo no YouTube chamados de ABCDs: Atenção, Branding (marca), Conexão e Direção. Segundo o Think with Google, com base em estudo Google/Kantar de 2021, anúncios que seguem esses princípios apresentaram, em média, aumento de 30% na probabilidade de venda no curto prazo e de 17% na contribuição para a marca no longo prazo.
Nem toda variação merece um teste. Comece pelas que mudam a mensagem, não só o enfeite.
Detalhes como cor do botão ou fonte do texto podem vir depois, quando os grandes ângulos já estiverem claros.
As plataformas oferecem recursos próprios para isso. No Google Ads, os testes personalizados dividem o tráfego e o orçamento de uma campanha entre a versão original e a versão com mudanças, para medir o efeito com mais segurança. Nos anúncios responsivos de pesquisa, você pode cadastrar até 15 títulos e 4 descrições, e o sistema combina e testa as versões ao longo do tempo.
Imagine uma empresa de energia solar que anuncia no Instagram para donos de casa em uma região. Ela produz quatro criativos: um vídeo do dono explicando a economia, um depoimento de cliente mostrando a conta de luz, uma imagem com simulação de economia e um carrossel com o passo a passo da instalação.
Cada um recebe R$ 600 em duas semanas. O depoimento gera 30 conversas no WhatsApp (R$ 20 cada). O vídeo do dono gera 20 (R$ 30). A imagem gera 12 (R$ 50). O carrossel gera 15 (R$ 40).
A leitura não para no custo. Das conversas vindas do depoimento, 6 viraram visita técnica. Das do vídeo do dono, 5. A empresa conclui que prova social real é o ângulo mais forte, pausa a imagem e grava mais três depoimentos com clientes de perfis diferentes. Esse é o próximo teste.
A fonte mais rica de ângulos não é a internet, é o seu próprio atendimento. Converse com quem atende o WhatsApp e o telefone e anote:
A pesquisa do Google sobre o "messy middle" mostra que princípios como prova social e escassez podem mudar a preferência de marca durante a avaliação. O recado para quem cria anúncios é usar esses princípios com responsabilidade: depoimento real, prazo real, oferta real.
Criativos cansam. O público vê o mesmo anúncio várias vezes, para de reagir e o custo sobe. Alguns sinais de alerta:
A solução é ter um calendário de produção. Em vez de correr atrás de criativo novo quando a campanha já está ruim, deixe variações prontas para entrar a cada duas ou três semanas.
Criativo que performa não é golpe de sorte. É resultado de hipóteses claras, testes organizados e leitura honesta dos números. Se quiser montar uma rotina de testes para a sua empresa, a RUT pode ajudar a estruturar o processo.
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